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NOVOS

Brasileiros

Imagine receber um salário mínimo mensal de 26 reais. Agora, imagine que para obter um pacote de 1kg de arroz seja necessário trocá-lo por 12 reais. Ou ainda, que 1kg de frango tenha o valor de 14 reais. Como sustentaria sua família? É essa a indagação a que os venezuelanos se submetem a cada dia. O salário mínimo no país do presidente Nicolás Maduro sai pela bagatela de 797.510 bolívares. Com 10 reais é possível 300 mil em maços de dinheiro. 


É uma linha imaginária que divide a fome certeira da possibilidade de comer. Porque entre viver em uma casa cheia de fome e viver sem casa com esperança de obter alimento, o próprio corpo faz a escolha.

A maioria dos venezuelanos tem a extravagância de ultrapassar a fronteira com dois reais na mão. Chegam até a cidade fronteiriça de Pacaraima, no estado esquecido pelos noticiários nacionais chamado Roraima. Ali, no extremo norte de um país continental, eles começam de novo.

 

Saem de cidades como Caracas, Bolívar, Maturín, Puerto la Cruz. Quando têm sorte, conseguem alguns milhões de bolívares para pagar a passagem de ônibus pela estrada que corta a Venezuela de norte a sul e no fim vira Brasil. Quando a sina lhes dá uma rasteira, cruzam o país a pé ou de carona.

A cidade de Santa Elena de Uairén é o primeiro alvo. Dali são 17 km até “la línea”, como dizem por lá, até a fronteira. Local que demarca o que pra eles não é o fim de um território, mas o fim da desesperança.

É no espaço de asfalto que divide os dois países, conhecido como terra de ninguém (porque não é nem território brasileiro, nem chão venezuelano) que ficam os cambistas. Lá, os imigrantes descobrem que as dezenas ou até centenas de notas que carregam nas pequenas mochilas, se transformam em um ou dois papéis de dinheiro brasileiro. Às vezes, recebem em troca de milhares de bolívares, uma nota de cinco, de dez ou vinte reais. É com essa quantia que recomeçam. Insuficiente sequer para comprar um bilhete de ônibus até o destino final, a cidade de Boa Vista.

 

O refúgio está previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados. Toda e qualquer pessoa que esteja sujeito, em seu país, à grave e generalizada violação de direitos humanos, tem o direito de pedir proteção em outra nação. Além disso, em 1997 foi sancionada no Brasil a lei nacional de refúgio. Fechar a fronteira, portanto, seria não apenas desumano, mas ilegal.

A BR-174, caminho dos refugiados, desemboca na praça que, talvez por ironia, se chama Simon Bolívar, herói revolucionário latino-americano conhecido como “o libertador”. Não é por acaso que este é o lugar onde eles se abrigam. Por ali se chega em Boa Vista e dali se segue para o restante do Brasil. Ao lado, o terminal internacional de ônibus não só é responsável pelo desembarque dos recém chegados, como pelo banho dos que estabeleceram sua mais nova residência em barracas improvisadas ou papelões que substituem o colchão.

Algumas árvores impedem que o sol equatorial os sufoquem. Sem qualquer semáforo ou sinalização os carros passam em velocidade acelerada. Quando aventurados, os veículos desviam de quem ousa atravessar, mas raramente param. Houve até o caso de um menino refugiado atropelado.

Em Roraima cabem uma Suíça, duas Dinamarcas, uma Inglaterra e ainda sobre espaço. Ali, cabem também 576 568 pessoas, só que o espaço é menor. Não porque falta área para se morar, afinal, Roraima é o estado menos populoso do Brasil. Ali, proporcionalmente, cada habitante tem xxx para viver. 

- interiorização

Algumas árvores impedem que o sol equatorial os sufoquem. Sem qualquer semáforo ou sinalização os carros passam em velocidade acelerada. Quando aventurados, os veículos desviam de quem ousa atravessar, mas raramente param. Houve até o caso de um menino refugiado atropelado.

Em Roraima cabem uma Suíça, duas Dinamarcas, uma Inglaterra e ainda sobre espaço. Ali, cabem também 576 568 pessoas, só que o espaço é menor. Não porque falta área para se morar, afinal, Roraima é o estado menos populoso do Brasil. Ali, proporcionalmente, cada habitante tem xxx para viver. 

xxx crianças em situação de refúgio... 

Algumas árvores impedem que o sol equatorial os sufoquem. Sem qualquer semáforo ou sinalização os carros passam em velocidade acelerada. Quando aventurados, os veículos desviam de quem ousa atravessar, mas raramente param. Houve até o caso de um menino refugiado atropelado.

Em Roraima cabem uma Suíça, duas Dinamarcas, uma Inglaterra e ainda sobre espaço. Ali, cabem também 576 568 pessoas, só que o espaço é menor. Não porque falta área para se morar, afinal, Roraima é o estado menos populoso do Brasil. Ali, proporcionalmente, cada habitante tem xxx para viver. 

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